Em entrevista à BBC, ela diz por que recusou um cemitério público e lembra o que o marido pediu na madrugada em que morreu.
Crédito da Foto: Reprodução/YouTube
Sharon Osbourne visita o túmulo de Ozzy Osbourne todos os dias. Ela contou à BBC, em entrevista publicada na segunda-feira (26), que o cantor está enterrado na propriedade do casal em Buckinghamshire, na Inglaterra, e que consegue ver o túmulo da janela de casa.
A escolha foi para proteger o descanso dele. “Não havia como eu colocar o Ozzy em um cemitério público”, disse Sharon. “Eu vi o que acontece com outras pessoas públicas. Não há paz, porque as pessoas querem vir prestar suas homenagens. É algo constante.”
Um ano depois da morte do marido, em 22 de julho de 2025, aos 76 anos, ela diz que aprendeu a conviver com a perda, não a superá-la.
Você perde o amor da sua vida, então não acorda e pensa: ‘Estou bem agora. Estou curada.’ Você nunca supera completamente. Mas aprende a conviver com isso, e é isso que estou tentando fazer. Ou você se isola num quarto e não sai, ou aceita, faz amizade com isso e pronto.
Na madrugada em que morreu, Ozzy acordou e pediu dois beijos à mulher, relatou Sharon, segundo a Far Out, que cita a mesma entrevista. “Ele disse: ‘Me abrace, me abrace forte’, e eu abracei.” Mais tarde naquela manhã, ele desceu para o treino e teve a parada cardíaca. Sharon dormia quando alguém entrou no quarto pedindo que ela descesse. “Corri para baixo, e foi isso.”
O cantor morreu 17 dias depois do show de despedida do Black Sabbath, o Back to the Beginning, em Birmingham, cidade natal dele. Sharon contou à BBC que os médicos avisaram que o esforço de subir ao palco podia ser fatal, porque o coração estava “muito fraco”. Ozzy foi mesmo assim. “Toda a família estava apavorada”, admitiu ela.
Antes do show, segundo Sharon, ele mal respirava, tinha problema no pulmão e no coração, dores terríveis na coluna, trombose e Parkinson. “Eu não sei como ele conseguiu, mas ele conseguiu.” O palco devolveu algo ao marido. “Dava para ver nos olhos dele, no rosto dele. Simplesmente o fez sentir como se estivesse vivo de novo.”
Confira também:
Billy Corgan diz que Marilyn Manson é “da família” do Smashing Pumpkins





